A Sucessora
“Até agora, tudo o que se disse a respeito da ministra dava conta apenas de que combatera nas fileiras da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, a VAR-Palmares, um dos principais grupos armados da década de 60”. Dilma Rousseff, no entanto, teve uma militância armada muito mais ativa e muito mais importante. Ela, ao contrário de José Dirceu, pegou em armas, foi duramente perseguida, presa e torturada e teve papel relevante numa das ações mais espetaculares da guerrilha urbana no Brasil — o célebre roubo do cofre do governador paulista Adhemar de Barros, que rendeu 2,5 milhões de dólares.
O assalto ao cofre ocorreu na tarde de 18 de julho de 1969, no Rio de Janeiro. Até então, fora "o maior golpe da história do terrorismo mundial", segundo informa o jornalista Elio Gaspari em seu livro A Ditadura Escancarada. Naquela tarde, a bordo de três veículos, um grupo formado por onze homens e duas mulheres, todos da VAR-Palmares, chegou à mansão do irmão de Ana Capriglioni, amante do governador, no bairro de Santa Teresa, no Rio. Quatro guerrilheiros ficaram em frente à casa. Nove entraram, renderam os empregados, cortaram as duas linhas telefônicas e dividiram-se: um grupo ficou vigiando os empregados e outro subiu ao quarto para chegar ao cofre. Pesava 350 quilos. Devia deslizar sobre uma prancha de madeira pela escadaria de mármore, mas acabou rolando escada abaixo. “A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e Carlos Franklin Paixão de Araújo, que então comandava a guerrilha urbana da VAR-Palmares em todo o país e mais tarde se tornaria pai da única filha de Dilma.”
Alexandre Oltramari
sábado, 11 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Palavras não são mortas por rifles
Palavras, assim como as mãos, são instrumentos ativos do pensamento.
Umas e outras são ativas.
Podem, ambas, mudar, induzir, levantar, derrubar, acarinhar, incentivar, amar, odiar, castigar e matar.
As palavras, apesar de etéreas, apesar de serem insubstanciais, tem maior amplitude de alcance, tem ainda maior agudeza de penetração. As palavras são mais contundentes que as mãos. Também, paradoxalmente, são mais duradouras.
Mas isso depende de quem as ouve ou de quem as lê. Sim, porque as palavras têm essa característica a mais que as mãos: podem se tornar materiais se escritas. Nesse caso serão definitivamente indeléveis.
Palavras têm um poder de amor, têm um poder devastador. Devastam ou constroem impérios, poderes e amores. Assim como os destroem.
Única e exclusivamente porque palavras são traduções de idéias e essas são os motos do mundo cognoscível.
Apreendedoras e tão bem assim suas explicadoras. Mãos assim também são instrumentos de idéias.
Mais toscos, pois agem apenas no plano material. Porém constroem, o que palavras apenas induzem.
Mãos podem fazer coisas celestiais como os toques e carícias da amada nos momentos de enlevo e paixão. Início de amor, vez das mãos, palavras silentes.
Mãos “falam”, palavras devem calar.
Mãos tão bem como as palavras podem executar desígnios piores mas, talvez úteis ou necessários.
Podem matar.
Mas ambas podem ser combatidas.
Por palavras se combatem palavras e mãos.
Por mãos não se deveriam combater nem outras mãos nem, muito menos palavras.
Mãos disparam rifles.
Mas rifles não matam palavras!
23 de Setembro de 2007.
Palavras, assim como as mãos, são instrumentos ativos do pensamento.
Umas e outras são ativas.
Podem, ambas, mudar, induzir, levantar, derrubar, acarinhar, incentivar, amar, odiar, castigar e matar.
As palavras, apesar de etéreas, apesar de serem insubstanciais, tem maior amplitude de alcance, tem ainda maior agudeza de penetração. As palavras são mais contundentes que as mãos. Também, paradoxalmente, são mais duradouras.
Mas isso depende de quem as ouve ou de quem as lê. Sim, porque as palavras têm essa característica a mais que as mãos: podem se tornar materiais se escritas. Nesse caso serão definitivamente indeléveis.
Palavras têm um poder de amor, têm um poder devastador. Devastam ou constroem impérios, poderes e amores. Assim como os destroem.
Única e exclusivamente porque palavras são traduções de idéias e essas são os motos do mundo cognoscível.
Apreendedoras e tão bem assim suas explicadoras. Mãos assim também são instrumentos de idéias.
Mais toscos, pois agem apenas no plano material. Porém constroem, o que palavras apenas induzem.
Mãos podem fazer coisas celestiais como os toques e carícias da amada nos momentos de enlevo e paixão. Início de amor, vez das mãos, palavras silentes.
Mãos “falam”, palavras devem calar.
Mãos tão bem como as palavras podem executar desígnios piores mas, talvez úteis ou necessários.
Podem matar.
Mas ambas podem ser combatidas.
Por palavras se combatem palavras e mãos.
Por mãos não se deveriam combater nem outras mãos nem, muito menos palavras.
Mãos disparam rifles.
Mas rifles não matam palavras!
23 de Setembro de 2007.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Delimitando território
Recomeçar pode ser uma tarefa agradável ou não.
Esquecer tudo que já foi feito e começar de novo é uma perda inolvidável.
Manter o que pode ser aproveitado e usar em um novo empreendimento é uma tarefa proveitosa, mas trabalhosa.
Assim o que aqui farei será uma atividade lúdica situada proximamente à segunda assertiva.
Usarei textos antigos que me agradam e criarei outros novos e saborosos.
Afinal de contas esse espaço é meu.
É para meu prazer.
Não conto ter leitores.
Se vierem será por garimpagem e por iniciativa própria.
Não os expulsarei. Também não darei alvíssaras.
Aqui é a caverna do urso.
O espaço é meu.
09 de Outubro de 2008.
Recomeçar pode ser uma tarefa agradável ou não.
Esquecer tudo que já foi feito e começar de novo é uma perda inolvidável.
Manter o que pode ser aproveitado e usar em um novo empreendimento é uma tarefa proveitosa, mas trabalhosa.
Assim o que aqui farei será uma atividade lúdica situada proximamente à segunda assertiva.
Usarei textos antigos que me agradam e criarei outros novos e saborosos.
Afinal de contas esse espaço é meu.
É para meu prazer.
Não conto ter leitores.
Se vierem será por garimpagem e por iniciativa própria.
Não os expulsarei. Também não darei alvíssaras.
Aqui é a caverna do urso.
O espaço é meu.
09 de Outubro de 2008.
Assinar:
Postagens (Atom)