Verão de secas e queimadas.
Se alguém duvida de que o mundo se acabará em fogo, deve viajar pelas estradas bahianas para deixar de duvidar!
As temperaturas são muito altas e o clima muito seco. A vegetação fica ressequida e a combustão vem espontaneamente.
Uma touceira de tiririca é onde geralmente o fogo começa. Essa planta seca e combustível se inflama com facilidade e o capim ao seu redor dá continuidade ao processo.
Inicialmente é apenas um fogo baixo, quase que somente fumaça, mas logo o vento atiça o fogo e o levanta. O crepitar das palhas é sinal de que o incêndio começou.
Logo as fagulhas estão voando quase livremente, obedientes apenas à direção do vento.
E o fogaréu se alastra.
Como estamos falando de incêndios às beiras de estradas, lembremos que as fagulhas facilmente atravessam as pistas de rodagem e o fogo se dá na outra margem.
A estrada fica entre dois fogos.
O inferno está ali.
Motoristas pegos de surpresa entre os fogos e com fumaça encobrindo a visão.
Caminhões de fardos de algodão carregados facilmente se incendeiam...
E são vastidões de terra que se calcinam.
Não são pequenas áreas apenas.
Hoje pode se ver que desde Salvador até a região cacaueira estão queimadas as margens das estradas, e até longe se vê o estrago.
Gado morto por falta de água, sem pasto.
As reses mortas no pasto atraem os urubus.
A seca aí está.
Dessa vez mais monstruosa.
Desse aquecimento global.
José Mesquita.
10 de Novembro de 2008.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
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