sábado, 6 de dezembro de 2008

A pena da pena

Um dia disse que iria me encontrar.
Na leitura dos meus escritos.
No sorver-me de minhas idéias.
No entender dos meus ditos.

E eu esperei que você viesse.
Esperei, esperei, até cansar.
E esperando que estivesse,
Por sua leitura a se me dar,

Em vão esperei, pois você não veio,
Em vão por você não me saber,
De mim, aos saberes, teve receio,
O meu pensar não pode entender.

Então ficam apenas os benditos.
Ficam as penas de não saber se dar.
O deserto de escrever e ninguém ler.

ZM
22/05/2008


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